A noite do Oráculo
17.06.2005
A noite do Oráculo – Paul Auster

Sinopse:
“No dia 18 de Setembro de 1982, após vários meses de recuperação de uma doença quase fatal, o escritor Sidney Orr entra numa papelaria de Brooklyn e compra um bloco de notas azul de fabrico português. Nos nove dias que se seguem, Sidney vai viver sob a influência do livro em branco, preso num universo de arrepiantes premonições e de acontecimentos desconcertantes, que ameaçam destruir o seu casamento e minar a sua confiança na realidade.
Por que é que a sua mulher, Grace, começa a comportar- -se de uma forma tão inexplicável pouco depois de ele ter começado a escrever no estranho bloco de notas? Por que é que o dono da papelaria encerra precipitadamente o estabelecimento no dia seguinte? Qual é a ligação entre uma lista telefónica polaca, de 1938, e um romance perdido cujo protagonista consegue adivinhar o futuro? Quando é que a animosidade explode e passa a violência? Até que ponto é que o perdão é a derradeira expressão do amor? Dúvidas e incertezas de simples seres humanos, a braços com as múltiplas e nebulosas esferas da vida quotidiana.“
Escrito em Bruxelas, Grand Place, 14 Junho 2005
Ao entrar no autocarro que me levará para o avião com destino a Bruxelas vejo uma senhora de uma certa idade com um livro, qual a minha surpresa quando leio na capa “Paul Auster – Oracle Night”, o original em inglês da tradução que seguro na minha mão, que vem sendo a minha rosa de encantar nos últimos dias.
A noite do oráculo é um livro que nos agarra, pleno de personagens fortes como Paul Auster nos tem habituado. É uma história de estórias, com Sid Orr e Gracie, Jack e o filho, com um livro com o nome do que lemos e as suas personagens, com listas telefónicas coleccionadas, cadernos portugueses, premonições e livros, muitos livros… Transporta-nos para o universo dos escritores, para as crises de inspiração e para as dificuldades monetárias de quem vive da escrita, para as suas manias e rotinas, introduz-nos no mundo das relações amorosas e familiares, amizades pessoais que se cruzam com profissionais, mudanças de vida que terminam em becos sem saída por falta de imaginação, reviravoltas que a vida nos dá…
Gostei bastante, agarrou-me como sempre agarram os livros de Auster, pegou-me no início, foi crescendo dentro de mim e arrebatou-me completamente do meio até ao fim.
Recomendo. A senhora israelita que estava a lê-lo, também, apesar de ainda ir no começo, tinha terminado o Código da Vinci há pouco tempo, durante a sua visita a Portugal. Em poucos minutos trocamos impressões e contactos, books have the magic of leading us anywhere…


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