O diabo veste Prada
04.06.2006
O diabo veste Prada – Lauren Weisberger
Sinopse:
“Andrea Sachs, acabada de sair da universidade, consegue um emprego fabuloso «pelo qual um milhão de jovens eram capazes de dar a vida»: é contratada como assistente de Miranda Priestly, a editora da famosa revista Runway. No entanto, como assistente pessoal de Miranda, Andrea vê-se forçada a suportar toda uma série de abusos, realizando tarefas como encomendar-lhe o pequeno-almoço, tratar-lhe da roupa suja, fazer de motorista para a cadelinha buldogue francesa, preparar-lhe as viagens… Resumindo, Andrea tem de estar disponível vinte e quatro horas por dia para atender aos seus pedidos, e, ainda por cima, sempre com um sorriso no rosto! Será que um ano de sacrifício, ao serviço de um ‘diabo’ que veste Prada, não é um preço demasiado alto a pagar pelo emprego da sua vida?!
Reconheço que estava à espera de quase tudo menos do que me saiu na rifa. Ou então era eu que esperava mais, mais humor, mais acção, menos do mesmo e mais diversidade. Do glamourous mundo da moda retive os caprichos, o desperdício, a anorexia, a força do parecer sobre o ser. Provavelmente seria essa a intenção?! O emprego “pelo qual um milhão de raparigas seria capaz de morrer” fica-me como a mais pura e baixa vassalagem, desrespeito e o perfeito exemplo de tudo o que não deve acontecer num ambiente profissional(izante) e o que não se deve/ pode tolerar.
Andei em volta das páginas à procura do rumo que aquilo ia ter e, pelo menos o final fugiu do lugar comum do previsível happy end, para um igualmente happy mas não tão previsível end.
Quanto ao filme que aí vem, espero pela preview. Mas acredito que o ridículo da maior parte das cenas poderá funcionar melhor em cinema.



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