Rayuela
08.02.2009
O jogo do Mundo (Rayuela) – Julio Cortázar

Sinopse:
O amor turbulento de Oliveira e da «Maga», os amigos do Clube da Serpente, as caminhadas por Paris em busca do Céu e do Inferno, têm o seu outro lado na aventura simétrica de Oliveira, Talita e Traveler, numa Buenos Aires refém da memória.
A publicação de «O jogo do mundo» (Rayuela) em 1963 foi uma verdadeira revolução no romance mundial: pela primeira vez, um escritor levava até às últimas consequências a vontade de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem usada para a contar. O resultado é este livro único, cheio de humor, de risco e de uma originalidade sem precedentes.
Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo, desde a sua publicação, gerações de escritores são, de uma maneira ou de outra, devedoras de «O jogo do mundo».”
Sem saber muito bem como explicar, apaixonei-me por este livro, logo nas primeiras páginas, apaixonei-me pela Maga.
Usei a chave de leitura sugerida no início e fui saltando de capítulo em capítulo, do fim para o princípio, para o meio, mesmo até ao capítulo que não existe, ao que se lê em linhas alternadas, o que não se percebe só se imagina, ri e abanei por demasiadas vezes a cabeça, reconhecendo um louco.
No entanto, perdi-me nele muitas vezes, perdendo-me dos racionícios filosóficos do autor, menosprezando as incursões na crítica literária e as considerações sobre o mundo amplamente discutidas no Clube da Serpente. Amei e odei Horacio, confundi-me com Traveler, procurei a Maga por todas as páginas até à última, incapaz de lhe aceitar qualquer destino indiciado, desejando por mais umas linhas tê-la no meu livro.


leave a comment