Cinco quartos de laranja
24.10.2005
Cinco quartos de laranja – Joanne Harris

Sinopse:
“Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista nos dias já longínquos da ocupação nazi.
Framboise recorda os sabores e os sentimentos da sua infância, numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, e muito especialmente um episódio que marcou a vida da família e constitui, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, já no Outono da vida, chegou a hora de enfrentar a difícil verdade.“
Desta senhora não conhecia os livros, só a adaptação cinematográfico do seu mais vendido Chocolate.
Do livro gostei, como se gosta dos livros que se lêm bem, que nos cativam e nos mantêm presos. Ontem não resisti às últimas cento e poucas páginas e só apaguei a luz quando li a última.
Crianças com nomes de frutos, amizades que se transformam em amores, receitas de compotas e doces e mesmo um ou outro licor perdidos entre enxaquecas, comprimidos de morfina, e o cheiro a laranjas “quem trouxe laranjas para dentro de casa?”.
Uma França ocupada, os nazis odiados, mas fonte de guloseimas, revistas e outros mimos para miúdos e graúdos, a pescaria, a casa na árvore, o rio traiçoeiro.
A luta da cozinha tradicional contra a comida de plástico, a música barulhenta dos jovens e a serenidade dos mais velhos. A família que pretende viver do nome de família a todo o custo, a preocupação com se tenta disfarçar o interesse e a avareza.
Quem já viu o Chocolate por certo que se lembra da caricatura de costumes, da marginalização social dos ‘diferentes’, porque pobres, porque estrangeiros, porque amantes…


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