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Quando Nietzsche chorou

Posted in Irvin D. Yalom by maitê on December 1, 2008

06.03.2006

Quando Nietzsche chorou – Irvin D. Yalom

Sinopse:

UMA HISTÓRIA MARAVILHOSA ACERCA DO AMOR, DA REDENÇÃO E DO PODER DA AMIZADE

Friederich Nietzsche, o maior filósofo da Europa, está no limite de um desespero suicida, incapaz de encontrar cura para as insuportáveis enxaquecas que o afligem. Josef Breuer, médico distinto e um dos pais da Psicanálise, aceita tratar o filósofo com uma terapia nova e revolucionária: conversar com Nietzsche e, assim, tornar-se um detective na sua cabeça.

Pelas ruas, cemitérios e casas de chá da Viena do sec. XIX, estes dois gigantes do seu tempo vão conhecer-se um ao outro e, fundamentalmente, conhecer-se a si próprios.E no final não é apenas Nietzsche que exorciza os seus fantasmas. Também Breuer encontra conforto naquelas sessões e descobre a razão dos seus próprios pesadelos, insónias e obsessões sexuais.

Quando Nietzsche Chorou funde realidade e ficção, ambiente e suspense, para desvendar uma história superior sobre amor, redenção e o poder da amizade.


Este é um livro sobre a auto-descoberta, sobre o aprendermos, primeiro, a falar sobre os nossos problemas, e depois, a descobrir e entender a sua origem para podermos saber como ultrapassá-los.

Uma ficção do nascimento da psicanálise que se torna numa fantástica abordagem da amizade, da proximidade, dos fantasmas de todos nós, tão diferentes e, no fundo, tão similares. E as mulheres, ah as mulheres, tão presentes.

Um filósofo e um clínico na busca da cura, do auto-conhecimento.

“Nietzsche: Apesar disso, Josef, evita a minha pergunta. Viveu a sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou escolhe-o ela a si? Amou-a? Ou lamentou-a? Eis o que quero dizer quando pergunto se consumiu a sua vida. Esgotou-a? Lembra-se do sonho em que o seu pai presencia, impotente, rezando, uma qualquer calamidade que caiu sobre a sua família? Não será como ele: impotente, lamentando a vida que nunca viveu?
(…)
Josef Breuer: Essas perguntas… sabe a resposta. Não, não escolhi! Não, não vivi a vida que queria! Vivi a vida que me foi atribuída. Eu, o verdadeiro eu, fui encaixado na minha vida.
N: E isso é, Josef, creio eu, a principal fonte da sua angústia. Aquela pressão precordial… é porque o seu tórax está a explodir de vida não vivida. O tiquetaque do seu coração marca o tempo que se esvai. A avidez do tempo é eterna. O tempo devora, sem dar nada em troca. Que terrível ouvi-lo dizer que viveu a vida que lhe foi atribuída! E que terrível encarar a morte sem nunca ter reivindicado a liberdade. mesmo em todo o seu perigo.”

É esta liberdade, este alívio da angústia, que ambos procuram, cada um à sua maneira, cada angst com os seus contornos.

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