Expiação
16.08.2009
Expiação – Ian McEwan

Sinopse:
“No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.
Prémio para o Melhor Livro de Ficção de 2002 atribuído pelo The National Book Critics Circle, a associação americana de críticos literários. Nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Award 2001.”
Por muito tempo este livro andou na minha mesa de cabeceira, principalmente porque ainda tinha muito presente o filme, os contornos e os pormenores da história e as relações entre as personagens, o princípio e o fim. E assim fui lendo aos poucos, com esperança que fossem esmorecendo as memórias do filme, mas não consegui. Sempre estavam presentes na minha mente as imagens de Briony e de Cecilia como as actrizes que as interpretaram e ainda hoje confundo se as memórias que tenho das primeiras páginas do livro serão mesmo do livro ou ainda do filme.
Por um lado, demonstra que a adaptação cinematográfica foi fiel (o que não é muito comum), por outro demonstra o erro de ler o livro depois do filme.
Saliento no entanto, a minha crescente paixão pela escrita de Ian McEwan, que me suscitou curiosidade com A praia de Chesil e, agora, me deixou completamente rendida. Este livro entra, sem qualquer dúvida, para a lista dos meus livros favoritos.
Na praia de Chesil
Junho.2008
Na praia de Chesil -Ian McEwan
Sinopse:
“Estamos em Julho de 1962. Edward e Florence, jovens inocentes casados naquela manhã, chegam a um hotel na costa de Dorset. Ao jantar na suíte reservada a casais em lua-de-mel, esforçam-se por dominar os medos íntimos da noite de núpcias que se avizinha…
Com Na Praia de Chesil Ian McEwan dá-nos mais uma obra-prima – uma história de vidas transformadas por um gesto não feito ou uma palavra não dita. “
Casaram-se e foram de lua-de-mel, de noite de núpcias.
No princípio do século, com muitas dúvidas um sobre o outro, sem que conhecessem os seus corpos e os seus desejos, com expectativas enormes para a noite que nunca mais passava, para os actos que se sabiam devidos acontecerem, para tudo acabar sem ainda sequer ter começado.
Uma história simples, comum, sobre medos, inseguranças, ou então, seguranças em excesso, certezas dela do que tanto (não) quer que aconteça. E ele, seguro da sua responsabilidade, inseguro da sua prestação, e ela, segura da sua vontade, insegura da percepção que ele faz dela, que ela tanto se esforça por manter.
Uma estreia para mim nos mundos de Ian McEwan, que merecem, sem dúvida, mais exploração.



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