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A Guerra dos Mundos

Posted in H. G. Wells by maitê on December 1, 2008

08.08.2005

A Guerra dos Mundos – H.G. Wells

Sinopse:

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e com quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pãnico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor, A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Descontinuado, parado a meio sem grandes chances de alguma vez mais ser aberto para o terminar.
Comecei a lê-lo no intuito de o terminar antes de ir ver o filme, mas a nossa expectativa face a toda a publicidade em volta do War of the worlds levou-nos até à sala de cinema mais próxima, ainda não havia eu passado da página vinte.
O meu livrinho passava-se na Inglaterra do final do séc. XIX início do sec. XX, ainda o homem não tinha carros, quanto mais aviões ou naves espaciais.
No livro o herói é um homem casado, sem filhos, preocupado apenas com o bem-estar da esposa, no filme o Tom Cruise é divorciado, amargo com a mulher e incapaz de comunicar com os filhos.
No livro as notícias dos marcianos que se parecem com um cilindro com 3 pernas e têm um guarda-chuva metálico que liberta o “raio da morte” são transmitidas por telegrama e pelos jornais e são desacreditadas até uns dias após o primeiro ataque; no filme as televisões estão no cenério à caça de todos os momentos e as carrinhas de repórteres transmitem os primeiros acontecimentos para todo o lado; os marcianos são todos xpto, com sensores de movimento e capacidades de movimentação q destruição fantásticas.
O livro passa-se em Inglaterra e os marcianos aproximam-se da querida Londres, as pessoas aglomeram-se em Trafalgar Square, chegam e partem de Charing Cross e discutem os acontecimentos ao longo do Strand, o filme passa-se em L.A.?, S. Francisco? incaracterísticas cidadezinhas americanas…
Sign of the times?

Não posso comentar sobre o fim das aventuras no livro porque me cansei, tal como no filme curiosamente, de páginas e páginas de descrições de ataques e contar-ataques, de fugas em massa, de casas destruídas e pessoas em pânico e desespero. Ao livro reconheço-lhe a visionariedade, ao filme? nada mais que um drama familiar com uns marcianos no cenário de fundo.

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