Comer, orar, amar
26.09.2008
Comer, orar, amar – Elizabeth Gilbert
Sinopse:
“Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. “Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia” é uma micro-autobiografia desse ano.
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível – inesperadamente.“
Nos últimos dias andei com este livro atrás de mim, li-o, reconheci-o, sublinhei-o, reflecti sobre e com ele, transpu-lo para a minha vida e as minhas aspirações, reconheci diferenças e amei afinidades.
Comi avidamente cada dia de Itália, imaginei-me em Roma (esteve quase para ser este ano, talvez para o próximo), procurei dentro de mim a minha palavra (que ainda não encontrei), jantei num restaurante italiano e coloquei as massas como prato obrigatório na minha cozinha. Reflecti sobre amores antigos, perigos da reconciliação e encontrei em mim as respostas.
Orei para que Deus me ouvisse e, também a mim me ajudasse a encontrar a minha paz, a minha harmonia. Li apaixonada e terrificada as descrições do ashram, lembrei-me de experiências passadas de tentativas de meditação, do medo do silêncio, anotei o exercício das conversas comigo, há tanto sugeridas e que nunca acabei por praticar. Quase que fiquei com vontade de visitar a Índia, de fazer um voto de silêncio e de descobrir a minha própria voz, a verdadeira, não a que constantemente critica (“Amo-te, nunca te irei deixar, vou tomar sempre conta de ti.”).
Amei as descrições de Bali, desejei partir de viagem, também eu à procura de Ketut Liyer para que nos lesse a mão, nos abençoasse, nos removesse do corpo os espíritos maus do dia do nosso nascimento. Apaixonei-me também eu pelo amor sem exigências, pelo simples cair nos braços do amado porque nada de mais natural pode haver, porque é o melhor que a vida pode ter, porque “quero sentir a minha barriga comprimida contra a barriga dessa outra pessoa para todo o sempre”.
Para não esquecer:
“O eixo da calmaria é o teu coração. É aí que Deus vive dentro de ti. Portanto, pára de procurar respostas no mundo. Limita-te a regressar a esse centro e aí encontrarás a paz.”
(a itálico, transcrições da obra)


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